terça-feira, 16 de julho de 2013

Lição 3: O comportamento dos salvos em Cristo (Subsídio Exegético); Por: Cleiton Medeiros


Lição 3: O comportamento dos salvos em Cristo (Subsídio Exegético)
 


 
Somente portai-vos dignamente conforme o evangelho de Cristo, para que, quer vá e vos veja, quer esteja ausente, ouça acerca de vós estais num mesmo espírito, combatendo juntamente com o mesmo ânimo pela fé do evangelho;
Filipenses 1.27
Ἀξίως (axiôs)
 
A palavra destacada no texto tem peculiar importância no contexto em que se encontra; quando falamos de contexto, aqui, nos referimos a todo o conteúdo da epístola destinada aos filipenses. Para começarmos a exegese do advérbio “ἀξίως” (axiôs), utilizado pelo Enviado (ou Apóstolo) Paulo,  é bom mencionar o adjetivo “ἄξιος” (áxios) e o verbo “ἀξιόω” (axioô). O termo grego traduzido pela ARC como “dignamente” é adjetivo derivado da raiz “ἄγ-” (ag- de ἄγω: ágô) que se refere à orientação, direção, educação, formação; “ἄγω” (ágô) também está relacionado ao tempo, à medida e ao peso; à medicação; conservação e; condução.
Muito bem, vamos ao que interessa. Esse adjetivo significa literalmente: que contrabalança (igualmente pesado), equipolente (que tem igual poder), equiponderante (que tem peso igual), equivalente (que tem igual valor), equilibrado. Em sentido absoluto: que tem valor, precioso, digno, merecedor (cf Lc 12.48 – ideia de equivalência, algo que venha a equivaler castigo). Significa também, conveniente (cf I Co 16.4 – ideia de equilíbrio em contraste com o desequilíbrio, desarmonia), considerar digno, fazer digno, considerar apropriado, dignamente. O termo pode ser utilizado tanto em um bom sentido quanto num mal sentido (Mt 10.13; Lc 23.15).
Observe algumas passagens em que ocorre o uso dessa palavra: Mt 3.8; 10.11, 37; Lc 15.19; Jo 1.27 (traduzida na ACF por “digno”); Rm 8.18 traduzido como “comparar” (ACF); Nas passagens citadas dos quatro homens que escreveram os relatos do evangelho de Jesus Cristo, percebemos a necessidade de contrabalanceamento de uma das partes envolvidas. Isso significa que não temos a mesma medida, o mesmo peso, a mesma “idade”, a mesma educação (no sentido pleno da realidade espiritual) que Jesus. Verficamos ainda a ocorrência da palavra estudada em Rm 8.18 , onde “as aflições deste tempo” não contrabalanceiam, nem contrabalancearão, ou não tem o mesmo poder nem o terá “com a glória que em nós há de ser revelada”; nunca tais aflições terão o mesmo peso da glória prometida.
No entanto, podemos atingir o equilíbrio por meio de Deus, que pode nos tornar dignos (II Ts 1.11); portando-nos “conforme o evangelho de Cristo” (1.27) e; a oração de nossos irmãos, também, nos ajuda, quando pedem que sejamos “cheios do pleno conhecimento da vontade de Deus” para que “vivamos de maneira digna do Senhor” (Cl 1.9,10). É dessa maneira que somos contrabalanceados, orientados, guiados, educados; que atingimos o equilíbrio, o poder, o valor necessários a uma vida de harmonia com Deus. Atentemos para a imagem de uma balança de dois pratos. Tal balança tem que ter peso, poder e medida iguais em ambos os lados. Nossas vidas, a maneira de nos portarmos, deve ser assim, como uma balança, equilibrada.

Ir. Cleiton Medeiros
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Referências Bibliográficas:
LUZ, Waldir Carvalho. Novo Testamento Interlinear. São Paulo, SP: Cultura Cristã, 2003.
GINGRICH, F. Wilbur; DANKER, Frederick W. Léxico do Novo Testamento. São Paulo, SP: Vida Nova, 2007.
RUSCONI, Carlo. Dicionário do Grego do Novo Testamento. 4ª ed. São Paulo, Sp: Paulus, 2011.
VINE, W. E.; UNGER, Merril F.; WHITE JUNIOR, William. Dicionário Vine: O significado exegético e expositivo das palavras do Antigo e do Novo Testamento. 1ª ed. brasileira Rio de Janeiro, Rj: Cpad, 2002.
NVI.Bíblia: Nova Versão Internacional. São Paulo, SP: Vida, 2000.
SOARES, Alexandre et al. (Ed.). Bíblia de Estudo Palavras Chave: Hebraico-Grego. 4ª Rio de Janeiro, RJ: CPAD, 2009.
ACF, Disponível em: < http://www.bibliaonline.com.br/acf/>. Acesso em: 16 de jul. 2013.
 



segunda-feira, 15 de julho de 2013

Lição 3 - O Comportamento dos Salvos em Cristo, 21 de julho de 2013, Subsídio: Professor Érick Freire - Parte I

"Somente deveis portar-vos dignamente conforme o evangelho de Cristo, para que, quer vá e vos veja, quer esteja ausente, ouça acerca de vós que estais num mesmo espírito, combatendo juntamente com o mesmo ânimo pela fé do evangelho. E em nada vos espanteis dos que resistem, o que para eles, na verdade, é indício de perdição, mas para vós de salvação, e isto de Deus. Porque a vós vos foi concedido, em relação a Cristo, não somente crer nele, como também padecer por ele, Tendo o mesmo combate que já em mim tendes visto e agora ouvis estar em mim". (Fl 1:27-30)

sábado, 13 de julho de 2013

Lição 2: Esperança em meio à diversidade (Subsídio Exegético); Por: Cleiton Medeiros


Lição 2: Esperança em meio à diversidade (Subsídio Exegético)


 

Porque para mim o viver é Cristo, e o morrer é lucro.

Filipenses 1.4

Κέρδος (kerdos)

A palavra grega traduzida para o português por lucro é “κέρδος” (kerdos), cognata do verbo “κερδαίνω” (kerdainô). Antes de discorremos sobre a palavra aqui destacada, é bom observar, pelo menos, mais duas palavras, dentre outras, que traduzimos para o nosso idioma como “lucro”. São elas: “ἐργασία” (ergasia) e πορισμός (porismós) que significam, sucessivamente, trabalho ou ganho pelo trabalho e provisão ou meio de ganho. A palavra destacada na carta aos filipenses, “κέρδος” e seu cognato, significa literalmente lucro, ganho, vantagem, ganhar alguma coisa (cf Mt 16.26; 25.17,20,22; Lc 9.25), obter lucro, fazer por lucro, ter lucro (cf Tg 4.13); Num sentido metafórico pode se referir a ganhar pessoas (Mt 18.15; I Pe 3.1) e  até mesmo a Cristo (Fp 3.8). O termo “kέρδος” ocorre por três vezes (Fp 1.21; 3.8; Tt 1.11) e “κερδαίνω” por dezesseis vezes em todo o NT. Na epístola de Paulo a Tito, pelo menos nas versões ARC e ARA, está traduzida como “ganância”, em um contexto em que Paulo traz a luz homens, cretenses, que visam vantagens naquilo que faz.

Para o enviado (ou apóstolo, como queiram) Paulo, morrer era mais vantajoso do que viver. Paulo no capítulo 3, versículo 8 desta carta, afirma considerar tudo como “perda”, ele usa exatamente o antônimo de “κέρδος”, o termo “ζημία” (zêmia) que significa perda, desvantagem. Façamos uma breve exegese dessa passagem bíblica: “por causa da sublimidade do conhecimento de Cristo Jesus” (ARA), Paulo expressou a causa que lhe faz abrir mão de todas as coisas; continua “por amor do qual perdi (ζημιώθην – zemiôten: sofri perda ou desvantagem) todas as coisas e considero como refugo (σκύβαλα – skybala: refugo, esterco, fezes, comida podre, lixo), para ganhar (κέρδος) a Cristo”.

O enviado não via vantagem em mais nada, somente em Cristo se tem vantagem, o resto é desvantagem.
Por que focar na expressão vantagem e não lucro? Porque muitos irmãos (não sei se o são de fato) servem ao Senhor (ou seria melhor dizer ao próprio ventre) visando vantagens. Alguns descaradamente enriquecem com a pregação do evangelho sem a mínima consideração por aqueles que passam fome em suas sinagogas - digo porque já vi irmãos pedindo esmolas em semáforo; outros estão preocupados com títulos, posições, “seus” ministérios e, até, passam por cima dos outros; são capazes de roubar funções, autorias, ministérios, etc. para se destacarem, para conseguirem reconhecimento, para obter vantagens, mas um homem cheio do Espírito Santo, guiado por Deus, só vê vantagem se conseguir a Cristo Jesus; ele não visa riquezas como as que foram citadas aqui, não procura seus próprios interesses egoístas; ele está disposto a abrir mão de tudo para ter Cristo.
 
Jesus é o nosso maior tesouro.

Como afirmam Coenen e Brown (2000), “ganhar a cristo é o sumo bem definitivo”.

 
Ir. Cleiton Medeiros


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Referências:

COENEN, Lothar; BROWN, Colin (Org.). Dicionário Internacional de Teologia do Novo Testamento Grego. 2ªSão Paulo, SP: Vida Nova, 2000. 2v.

LUZ, Waldir Carvalho. Novo Testamento Interlinear. São Paulo, SP: Cultura Cristã, 2003.

GINGRICH, F. Wilbur; DANKER, Frederick W. Léxico do Novo Testamento. São Paulo, SP: Vida Nova, 2007.

RUSCONI, Carlo. Dicionário do Grego do Novo Testamento. 4ª ed. São Paulo, Sp: Paulus, 2011.

VINE, W. E.; UNGER, Merril F.; WHITE JUNIOR, William. Dicionário Vine: O significado exegético e expositivo das palavras do Antigo e do Novo Testamento. 1ª ed. brasileira Rio de Janeiro, Rj: Cpad, 2002.

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Lição 2 - Esperança em Meio à Adversidade, 14 de julho de 2013, subsídio: Professor Érick Freire - Parte II

Resiliência
“E a maioria dos irmãos, motivados no Senhor pela minha prisão, estão anunciando a palavra com maior determinação e destemor”. (Filipenses 1:14)
O que intriga neste verso é o forte sentimento resiliente dos irmãos membros da igreja romana que revés ao amedrontamento por causa da perseguição e prisão a Paulo, receberam uma porção extra de ânimo, sentiam-se motivados a evangelizar mais, como uma resposta as opressões, uma retaliação positiva. De fato “O conhecimento disto deve suplantar nossos temores, de modo a podermos falar ousadamente em meio aos perigos”. (CALVINO, 2010, p. 187). Quem eram os que estavam sendo estimulados a enfrentar estes perigos iminentes? Os irmãos romanos, ou melhor, parte destes que eram motivados para e pela Palavra de Deus, sentiam um amor em professar as boas novas do evangelho.

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Lição 2 - Esperança em Meio à Adversidade, Subsídio: Professor Érick - Parte I

Queridos, como falei, o assunto deste trimestre trará um estudo doutrinário bíblico, senão teológico, com isso, será necessário um estudo hermenêutico mais acurado. Notadamente estaremos falando dos versos propriamente ditos, seu contexto e sua aplicabilidade. Anteriormente estudamos a relação de Paulo com a igreja em Filipos, um amor notadamente fraternal. Vimos também um pouco sobre a cidade, como também o propósito e a autoria da carta.
Agora vamos falar sobre as adversidades e a esperança que temos para superá-las:

sábado, 6 de julho de 2013

Lição 1: Paulo e a Igreja em Filipos (Subsídio Exegético); Por Cleiton Medeiros


Lição 1: Paulo e a Igreja em Filipos (Subsídio Exegético)

 

A paz do Senhor, irmãos!

 

Neste trimestre iremos discorrer sobre a epístola aos filipenses e nela perceberemos a necessidade, como irmãos em Cristo Jesus, de um relacionamento saudável com o Senhor e com os santos. Hoje iremos abordar duas palavras em grego que se refere à oração e como a atitude de oração pode fortalecer nossos laços.

Fazendo sempre, em todas as minhas orações, súplicas por todos vós com alegria

Filipenses 1.4

 

Δέομαι (deomai)

 As palavras traduzidas por oração e súplicas no versículo supracitado, no grego, são a mesma “δεήσει” (deêsei) plural de “δεήσις” (deêsis) e derivação de “δέομαι” (deomai). Essa palavra significa: perguntar, pedir, implorar, rogar e, no versículo citado, denota pedidos, petições. Sem muitas delongas, a palavra grega usada aqui se refere a uma oração que pede. Paulo como um dos servos de Jesus Cristo, cuja responsabilidade envolve “a defesa e a afirmação do evangelho” (Fp 1.7 – Bíblia de Jerusalém), entende a necessidade do cuidado com as almas as quais foram alcançados pela mensagem do evangelho. Sabendo que a saúde da igreja também depende de sua postura, o enviado (ὁ ἀπόστολος: o apóstolo), se coloca em oração em favor de seus irmãos em Cristo. O que há de interessante aqui é que na prática de Paulo existe algo que muitos líderes abandonaram, a intercessão. Muitos assumem igrejas, almejam estarem à frente de uma congregação, mas não cultivam uma vida de oração. Quando passam a presidir uma assembleia continua orando, mas só por si mesmos, não oram por suas congregações, não oram pelas necessidades da congregação, não pedem, não rogam intensamente pela necessidade da igreja. Como pregador Paulo demonstrava seu compromisso em sua preocupação com o ensino no versículo 9, quando ora. Vejamos:

 

E isto peço em oração: que o vosso amor aumente mais e mais no pleno conhecimento e em todo o discernimento,

                                                                                Filipenses 1.9

 

No relacionamento entre o guia e a igreja, o homem de Deus tem que estar disposto a investir tempo no ensino e na oração. Um grande exemplo é o profeta Samuel “E quanto a mim, longe de mim esteja o pecar contra o Senhor, deixando de orar por vos; eu vos ensinarei o caminho bom e direito.” (I Samuel 12.23)

 

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Referências:

COENEN, Lothar; BROWN, Colin (Org.). Dicionário Internacional de Teologia do Novo Testamento Grego. 2ªSão Paulo, SP: Vida Nova, 2000. 2v.

LUZ, Waldir Carvalho. Novo Testamento Interlinear. São Paulo, Sp: Cultura Cristã, 2003.

Lição 1 - Paulo e a Igreja em Filipos, 07 de julho de 2013, subsídio: Professor Érick Freire

Ruínas de prisão em Filipos
Ao falar da cidade de Filipos, a história bíblica que mais conhecemos é bastante polêmica, Paulo e Silas após uma visão hermética em Troade, na qual ele (Paulo) viu um homem que dizia "Passa a Macedônia e ajuda-nos!" Um grito da Europa para a evangelização! Nisto infiltraram-se no continente através de Filipos, lá encontraram uma jovem que possuía um espírito de adivinhação, após esta jovem importunar os homens de Deus várias vezes, Paulo ordena que saia o espírito maligno e a endemoninhada é liberta!

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Portal EBD Brasil - Esclarecimento.

Alguns leitores por meio de e-mail vieram me perguntar se o portal EBD Brasil tinha mudado o link para www.ebdbrasil.com, mas quero clarificar que este site não é do mesmo grupo de nossa página, os cursos oferecidos também não são de minha responsabilidade, por isso, entendo que a marca recriada é posterior a nossa, como também foi um plágio do nosso nome, Escola Bíblica Dominical no Brasil, inclusive temos um programa de rádio há quase um ano, mas a página nova não a conheço, se a recomendo? Ainda não analisei o conteúdo, mas notei que é um material ludista e para ministério infantil. Inclusive estaremos verificando se a marca é registrada. No mais, estamos só esclarecendo as dúvidas!
Lembrem, vivemos em um país onde as pessoas gostam de copiar o que está funcionando bem! Não me incomodo com isso, só não quero que nos responsabilizem por qualquer dano que venha acontecer por meio deste novo site!

Lição 1 - Paulo e a Igreja em Filipos, 07 de julho de 2013, lições bíblicas CPAD, 3º trimestre de 2013, subsídio: Professor Érick Freire

Cidade de Filipos
Voltei queridos, após quase dois meses sem poder escrevê-los, estou de volta para comentar as lições bíblicas, e logo com um tema teologicamente sugestivo: Filipenses - A humildade de Cristo como exemplo para a Igreja, confiram o artigo completo logo mais às 23 horas de hoje! Fiquem na paz e voltem já para conferir!

sábado, 27 de abril de 2013

Lição 4 - A Família Sob Ataque, Hoje nosso programa ao vivo às 21:30


Fique ligado, hoje a partir das 21:30 programa EBD Brasil na www.fmjesusmeurei.com com o professor Érick Freire e Cleiton Medeiros debatendo e respondendo aos ouvintes sobre a lição da Escola Bíblica Dominical desta semana, aguardamos você todos os sábados a partir das 21:30 não perca!!!

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Lição 4 - A Família Sob Ataque, 28 de Abril de 2013, Subsídio: Professor Érick Freire

Alguns dizem por aí que estamos passando por um período de transição em todos os seguimentos sociais, mas na realidade, o que estamos vivenciando é uma retroação às práticas pagãs, uma mistura de conceitos imorais e desassociados de valores que seguem a favor do cristianismo e da formação da família com padrões bíblicos. Muitos dos valores como o casamento de jovens virgens, a formação familiar nuclear constituída por pai, mãe e filhos, a autoridade de pai e de mãe, a relação da educação do lar, a disciplina e repreensão estão se esvaindo, descendo pelo ralo do relativismo filosófico e da superficialidade pregada pela tão famigerada posmodernidade.

O que isto tem influenciado no pensamento e na condução morais na atualidade? O fato é que o pensamento flutuante atual não possui respaldo concreto e fundamentado nas ciências naturais e também nas ciências humanas, como antropologia e história, gerando uma crise cultural quase que "laicista", na qual se criam perspectivas, tendo em seu bojo de ações, ataques perpetrantes às bases da família cristã. Os meios de comunicação de massa, como a TV e seus programas blasfemos, todos colaboradores da filosofia relativista e inconsequente, a famosa "tolerância".

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Lição 1 – Família, Criação de Deus, Plano de Aula, Por: Professor Érick Freire.


Plano de Aula
Lição 1 – Família, Criação de Deus.

Objetivo: O aluno após a aula deverá entender que a família do plano Divino foi deturpada após a queda e o homem passou a mudar o significado cultural da famíla, mas este significado, para Deus, jamais mudou.
1º Momento: Pergunte aos alunos: Qual a estrutura da família do plano Divino e na criação no livro de Gênesis? Espere as respostas e leia o último versículo da leitura bíblica em classe (Gn 2.24) e faça a seguinte indagação: “Podemos identificar a estrutura familiar bíblica neste verso? Como podemos Identificar?”. Explique que a primeira parte do verso diz “Deixará pai e mãe”, ou seja, para deixar pai e mãe, este é o filho que sai do seio da família, deixando seu pai e sua mãe para se tornar esposo e constituir outra família que começará através do casamento monogâmico, heterossexual, formando uma família nuclear (composta por pai, mãe e filhos). Esta é a estrutura familiar Divinamente estabelecida.

Lição 1 – Família, Criação de Deus, Subsídio: Professor Érick Freire


Criação, quando pronunciamos e/ou ouvimos esta palavra lembramos automaticamente do início da vida retratado no livro de Gênesis, não por acaso, mas de propósito, o tema Família, Criação de Deus se remete a gênese do primeiro casal terráqueo, os conhecidos Adão e Eva, a retirada por processo cirúrgico da costela e Adão, muito parecido com o que os homens discutem sobre desenvolver vida através de células tronco, Deus faz, há milhares de anos atrás, fazendo de um osso lateral, costela, de um homem, uma linda e formosa mulher, em um cenário paradisíaco ou Jardim, Deus estabelece o primeiro e mais perfeito casal até a queda, uma relação longínqua que durou séculos e multiplicou-se através de seus filhos.

sábado, 30 de março de 2013

Lição 1: Família, criação de Deus (Subsídio Exegético); Por: Cleiton Medeiros


Lição 1: Família, criação de Deus (Subsídio Exegético)

 

A paz do Senhor, irmãos!

Neste trimestre abordaremos um assunto de suma importância nos dias atuais, dias em que a família tem sido visada pelo inimigo e atacada de maneira surpreendente. Há alguns anos, a família sofria alguns ataques mais discretos, agora, Satanás ataca descaradamente em uma verdadeira batalha contra a unidade da igreja representada pelo seio familiar. Infelizmente, alguns atuam como meros espectadores, não buscam conhecimento e apenas assiste de camarote a fé sendo atacada e defendida, isso, de braços cruzados. Se compararmos com uma partida de futebol, esta seria a partida que todos devem entrar em campo. Cheguei a ouvir alguém dizer que devemos aceitar o “casamento” gay na igreja para evitar perseguição. Se é que isso pode ser chamado de casamento diante de Deus. Notamos, também, a remoção da autoridade dos pais em relação aos filhos, a qual o estado deseja assumir e, além disso, existem vários irmãos que estão colocando as orientações bíblicas em segundo plano para dar ouvidos à vozes que nunca vieram das “Sagradas Letras” (II Tm 3.15 – NVI). Na guerra que perpassa milênios, esta batalha, não podemos perder. Devemos manter nossa convicção em meio as mentiras do inimigo contra a nossa fé.

 

Mas, em todas estas coisas somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou.

Romanos 8.37

 

Vamos a palavra desta pequena exegese que se encontra em Gênesis 2.18:

Então o Senhor Deus declarou: "Não é bom que o homem esteja só; farei para ele alguém que o auxilie e lhe corresponda".
Gênesis 2:18

 

 Bom, טוֹב (ṭôv): Significado básico é bom, valioso, formoso, apreciável, belo, jubiloso, agradável, desejável. Em Js 23.13 a “boa terra” (ARA) nos traz a ideia de terra fértil. Percebemos aqui que ela designa, de forma geral, algo que satisfaz. Antes de Deus ver que tudo quanto tinha feito era “muito bom” (Gn 1.31), nas entrelinhas dos versículos 26-31, detalhado no capítulo 2 do livro de Gênesis; ele diz que em determinado momento que algo “não é bom”, que algo não estava satisfazendo, não somente a criação em si, na questão da multiplicação dos seres humanos, na necessidade do homem como um ser social, um ser que se relaciona, mas aos próprios olhos de Deus faltava alguém, a mulher. Pois, "Não é bom que o homem esteja só”. Esse é o desfecho satisfatório da criação realizada por Deus. A criação foi concluída logo depois que o primeiro casal humano foi formado seguido por certas orientações necessárias. Só depois é que Deus faz a sua avaliação e revela sua satisfação expressa em sua palavra: “muito bom”.

Sem afeição natural (ARC), ἀστόργους (Nestle): o termo grego presente em Rm 1.31 se refere à ausência de στέργω (stergô). Ou Seja, a ausência de um afeto básico que se dá especialmente entre pai e filho, inclusive até um cachorro possui pelo seu dono. A falta desse amor nos torna, sentimentalmente, inferiores aos animais que, normalmente, presam por seus filhotes. Essa palavra se repete em II Tm 3.2.

 

 

Cleiton Medeiros

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Fontes:

HOLLADAY, William L.. Léxico: Hebraico e Aramaico do Antigo Testamento. 1ª edição São Paulo, SP: Vida Nova, 2010. Tradução: Daniel de Oliveira.

SCHÖKEL, Luis Alonso. Dicionário Bíblico Hebraico-Português.3ª edição São Paulo, Sp: Paulus, 2004. Tradução: Ivo Storniolo, José Bortolini.

NVI.Bíblia: Nova Versão Internacional. São Paulo, SP: Vida, 2000.

SAYÃO, Luiz A. T. (Ed.). Antigo Testamento: Poliglota. São Paulo, Sp: Vida Nova: Sociedade Bíblica do Brasil, 2003.

HARRIS, R Laird; ARCHER JUNIOR, Gleason L; WALTKE, Bruce K. Dicionário Internacional de Teologia do Antigo Testamento. 1ª edição São Paulo, Sp: Vida Nova, 1998. Trad. Mácio Loureiro Redondo; Luiz A. T. Sayão; Carlos Oswaldo C. Pinto.

GINGRICH, F. Wilbur; DANKER, Frederick W. Léxico do Novo Testamento. São Paulo, SP: Vida Nova, 2007.

RUSCONI, Carlo. Dicionário do Grego do Novo Testamento. 4ª ed. São Paulo, Sp: Paulus, 2011.

SOARES, Alexandre et al. (Ed.). Bíblia de Estudo Palavras Chave: Hebraico-Grego. 4ª Rio de Janeiro, RJ: Cpad, 2009.

MENDES, Paulo. Noções de Hebraico Bíblico. 1ªedição São Paulo, Sp: Vida Nova, 1981.

NVI. Bíblia: Nova Versão Internacional. São Paulo, SP: Vida, 2000.

COENEN, Lothar; BROWN, Colin (Org.). Dicionário Internacional de Teologia do Novo Testamento Grego. 2ªSão Paulo, SP: Vida Nova, 2000. 2v.

sábado, 16 de março de 2013

Lição 11 - Os Milagres de Eliseu, Programa EBD Brasil - Sábado (21:30)


Fique ligado, hoje a partir das 21:30 programa EBD Brasil nawww.fmjesusmeurei.com com o professor Érick Freire debatendo e respondendo aos ouvintes sobre a lição da Escola Bíblica Dominical desta semana, aguardamos você todos os sábados a partir das 21:30 não perca!!!

sexta-feira, 15 de março de 2013

Lição 11 – Os Milagres de Eliseu, subsídio: Professor Érick Freire



“Venham! Venham! Para o nosso culto, o culto que vai transformar sua vida, o culto que vai marcar a sua história, só na nossa igreja! Porque aqui o milagre acontece, só aqui, porque o povo dessa igreja tem fé e sem fé é impossível agradar a Deus! Venha receber sua restauração financeira! Venha receber sua cura milagrosa de Deus! Não perca tempo, venha nesta terça-feira ao culto de um de nossos templos que sempre estão lotados porque aqui o milagre acontece, É! Aqui ele realmente acontece! Mas, não se esqueça de trazer sua oferta de R$ 100,00 para a nossa campanha da corda da harpa de Davi ungida! Estes R$ 100,00 vão ajudar os músicos da nossa igreja, precisamos vender, ou melhor, ofertar a Deus 50.000 cordas ungidas de Davi, são apenas R$ 100,00 numa oferta de amor, R$ 100,00 você gasta numa pizzaria em uma noite. Estas cordas vão mudar a sua vida, você vai ouvir um novo cântico em sua vida, contemple o milagre de Deus! Porque na nossa igreja o verdadeiro milagre acontece! Só na igreja do ancião-mor”.

sábado, 9 de março de 2013

Pastor do sertão nordestino desafia telepastores da prosperidade.

Confiram esta dura realidade!!!


Lição 10 - Há um Milagre em sua Casa, Programa EBD Brasil

Fique ligado, hoje a partir das 21:30 programa EBD Brasil nawww.fmjesusmeurei.com com o professor Érick Freire debatendo e respondendo aos ouvintes sobre a lição da Escola Bíblica Dominical desta semana, aguardamos você todos os sábados a partir das 21:30 não perca!!!

sábado, 2 de março de 2013

Lição 9: Elias no monte da transfiguração, Programa EBD Brasil

Fique ligado, hoje a partir das 21:30 programa EBD Brasil na www.fmjesusmeurei.com com o professor Érick Freire debatendo e respondendo aos ouvintes sobre a lição da Escola Bíblica Dominical desta semana, aguardamos você todos os sábados a partir das 21:30 não perca!!!

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Lição 9: Elias no monte da transfiguração (Subsídio Exegético); Por: Cleiton Medeiros


Lição 9: Elias no monte da transfiguração (Subsídio Exegético)

 
A graça e a paz do Senhor!

Texto  Mt 17.2 

Ali ele foi transfigurado diante deles. Sua face brilhou como o sol, e suas roupas se tornaram brancas como a luz.
Mateus 17:2

Transfigurando (NVI, ARA), transfigurou-se (ARC, ACF), transfigurado (BJ), μετεμορφώθη (metemorphôthê – NA): Mετεμορφώθη (metemorphôthê) é o aoristo passivo de μεταμορφόω (metamorphoô), esse verbo é composto por duas palavras μετα (meta) + μορφόω (morphoô). Para Rusconi (2011) a palavra μετα (meta), quando em composição, denota a ideia de “união, participação, abandono, mutação, direcionamento”. Mορφόω (morphoô) é o verbo “formar”. Vamos ver como poderíamos traduzir essa palavra: 1) união de forma: seria como se Jesus tivesse unido a forma humanamente física à forma celestial; 2) Participação de forma: Cristo revela a realidade da participação do corpo terrenamente humano na nossa esperada transformação escatológica, haverá mudança em nosso corpo; 3) Abandono da forma: a antiga forma dará lugar uma nova forma glorificada, corpo glorificado (I Co 15.42,43; Fp 3.20,21); 4) Mudança da forma: uma transfiguração e; 5) Direcionamento da forma: o corpo transformado não mais será direcionado pelos desejos terrenos, mas às coisas que são do alto. Outro fato interessante é que na conjugação aoristo o verbo expressa uma ação que perdura, é como se a transformação do corpo físico do Senhor Jesus tivesse começado ali e não tivesse acabado. Traduzindo ao pé da letra seria metamorfose. Essa palavra ainda ocorre em Rm 12.2 e II Co 3.18 se referindo a nós, demonstrando que nossa transformação já começou (II Co 3.18) e, também, depende de uma postura nossa (Rm 12.2). Ainda sobre o significado da palavra, Coenen e Brown (2000) chegam a definir o termo grego como “mudar em outra forma ou imagem”. Vale ressaltar que μετάνοια (metanóia) é a mudança de mente, de opinião e consequentemente de nossas atitudes. Isso é arrependimento, conversão. Nossa transfiguração começa na mente segundo o que nos ensina Paulo em Rm 12.2 resultando numa transformação exterior segundo a imagem do Senhor (II Co 3.18).

Se pararmos para observar a passagem paralela de Lucas 9.29, o autor não utiliza o vocábulo de Mateus e Marcos, ele o evita, pois se preocupou com a compreensão que o gregos teriam do termo que se referia aos seus deuses pagãos. Lucas expressa a ideia de Mateus e Marcos com a expressão ἐγένετο ἔτερον (egéneto héteron). Luz (2003) traduz essas palavras, respectivamente, por “tornou-se” e “outro/diferente” e Vine; Unger e White Jr (2002) traduz como “tornou-se diferente”.

Raul Seixas em sua canção “Metamorfose Ambulante”, assim como os atenienses que adoravam ao “DEUS DESCONHECIDO” sem perceberem que se tratava do único Deus verdadeiro e nem saberem o que adoravam, não conseguiu perceber que permaneceu com a velha opinião mundana, não deixou o Evangelho de o Senhor Jesus mudar seus conceitos, seus ideais, suas opiniões, suas atitudes. Ele era apenas mais um conformado com o curso deste mundo, com as opiniões incutidas pelo deus deste século que cegou os incrédulos, não permitindo que enxerguem a luz do Evangelho de Cristo. De acordo com sua canção, Raul apenas andou em círculos, achando que estava vivendo uma constante transformação, andando ao seu bel prazer, não saiu do lugar, não houve transformação, porque, apenas Jesus, operando pelo Espírito Santo, realiza a transformação que Deus quer - a transformação que tanto precisamos - é que mudamos. Tranformação de mente e, futuramente, de corpo.
Não esqueçam! Temos um papel na realização dessa tranformação. Haubeck e Von Siembenthal (2009) demonstra a seguinte possível tradução* "deixar-se transformar". O Espírito Santo atua, o poderes do nome e do sangue de Jesus atuam, a plavra de Deus atua, o Pai atua, porém, cabe a nós atuarmos também, permitindo o trabalhar de Deus em nós, para que a Sua graça tenha pleno acesso às nossas vidas.
transformem-se pela renovação da sua mente
Romanos 12:2
transformem-se pela renovação da sua mente
Romanos 12:2
mas transformem-se pela renovação da sua mente
Romanos 12:2
transformem-se pela renovação da sua mente
Romanos 12:2
Soli Deo Gloria

 
Ir. Cleiton Medeiros




*Se referindo à Romanos 12.2

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Referências:

SOARES, Alexandre et al. (Ed.). Bíblia de Estudo Palavras Chave: Hebraico-Grego. 4ª Rio de Janeiro, RJ: CPAD, 2009.
BAZAGLIA, Paulo (Ed.). Bíblia de Jerusalém. São Paulo, Sp: Paulus, 2002.
DOUGLAS, J. D. (Org.). O Novo Dicionário da Bíblia. 3ª ed. São Paulo, Sp: Vida Nova, 2006.
STRONG, James. Dicionário Bíblico Strong. Barueri, Sp: Sociedade Bíblica do Brasil, 2002.
NVI.Bíblia: Nova Versão Internacional. São Paulo, SP: Vida, 2000.
GINGRICH, F. Wilbur; DANKER, Frederick W. Léxico do Novo Testamento. São Paulo, SP: Vida Nova, 2007.
COENEN, Lothar; BROWN, Colin (Org.). Dicionário Internacional de Teologia do Novo Testamento Grego. 2ªSão Paulo, SP: Vida Nova, 2000. 2v.
RUSCONI, Carlo. Dicionário do Grego do Novo Testamento. 4ªSão Paulo, Sp: Paulus, 2011.
HAUBECK, Wilfrid; VON SIEBENTHAL, Heinrich. Nova Chave Linguística do Novo Testamento Grego. São Paulo, Sp: Targumim/hagnos, 2009.
LUZ, Waldir Carvalho. Novo Testamento Interlinear. São Paulo, Sp: Cultura Cristã, 2003.
VINE, W. E.; UNGER, Merril F.; WHITE JUNIOR, William. Dicionário Vine: O significado exegético e expositivo das palavras do Antigo e do Novo Testamento. 1ª ed. brasileira Rio de Janeiro, Rj: Cpad, 2002.
ACF, Mt 17.2, Disponível em: < http://www.bibliaonline.com.br/acf/mt/17 >. Acesso em: 27 de fev. 2013.