A REVELAÇÃO
Falar do Apocalipse de João, o apóstolo, faz-nos lembrar na realidade das revelações pretéritas, hodiernas e futuristas da igreja do Senhor, e isso dá um “nó” na nossa mente limitadamente humana, o autor, João, parece exacerbar em um hermetismo cabalístico, mas na realidade em nada João quis ser esotérico e/ou místico, mas que pelo contexto histórico e cultural da igreja, naquela época, forçou-o a usar uma linguagem figurada, como também a utilização de símbolos quase que “indecifráveis”, pois a perseguição ferrenha de Domiciano produzia um sentimento de medo incomensurável, medo não da morte em si, mas da não chegada das informações contidas naquela carta, isso nos faz lembrar o período da ditadura militar no Brasil, onde os pensadores e questionadores de um sistema político “dizimador” da democracia e da liberdade de expressão que, até hoje persiste no meio milico, era indagado e posto em xeque, estes que indagavam eram exilados, expulsos e até mortos, os seus textos, suas cartas, músicas, livros e artigos eram incinerados. O poder assolador de um sistema mais dado e comprometido com os ideais malévolos do Diabo, como o próprio João afirma “Eu sei que vocês moram aí onde está o trono de Satanás”. (Ap. 2.13) Do que com a fidelidade da fé para com Deus.
